sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ÁRVORE DE YULE






Os Celtas, Druidas veneravam as árvores como manifestações da divindade e como símbolos do universo. 



Para os celtas, essas árvores eram sagradas, porque elas não morriam de ano para ano. 

Por isso, eles representavam o aspecto eterno da Deusa que também nunca morre. 

Suas vegetações eram o símbolo de esperança para o retorno do sol. 

Os druidas decoravam as árvores verdes no Yule com todas as imagens das coisas que queriam para o próximo ano. 

Eles enfeitavam suas árvores com frutas para uma colheita bem sucedida, encantos do amor para a felicidade, nozes para a fertilidade, e moedas para riqueza. 

Estes adornos foram precursores para muitas das imagens que vemos nas árvores de hoje Natal de hoje. 

As velas foram os precursores das luzes da árvore, que hoje são elétricas.

Na Escandinávia, as árvores de Yule eram trazidas para dentro para oferecer uma recepção calorosa e festiva, aos elementais das árvore que habitavam a floresta. Este foi também uma boa maneira de convencer o povo nativo do país das fadas a participar de rituais do Solstício. 

Alguns acreditavam que os saxões foram os primeiros a colocar as velas na árvore. 

Imagens da árvore sagrada de Yule, foram gradualmente absorvidas pela igreja cristã. 

Nós, Bruxas, percebemos que quando plantamos uma árvore, somos incentivadas pela Terra, e a ouvimos respirar. E quando nós decoramos nossas árvores em Yule, estamos fazendo um símbolo de nosso mundo de sonho com os objetos que irão pendurar sobre ela. 

A Guirlanda representa a ligação de todos juntos na Terra. 

As luzes, a luz da consciência humana. 

Figuras de animais que são os nossos totens, frutas e cores que alimentam e dão beleza ao nosso mundo, e prata e ouro para a prosperidade. 

As árvores que decoramos agora, com símbolos da nossa realidade é o que nós esperamos para o próximo ano, a partir desta noite, a luz retorna, renascida. 


Decoração da Árvore

É melhor usar uma árvore viva, mas se você não pode, você pode executar em qualquer outra. 

Faça um ritual agradecendo a árvore, certificando-se de deixá-la um presente quando terminar (Ou algumas ervas ou alimentos para os animais e pássaros). 

Se as suas condições impede que você use uma árvore viva dentro de casa, traga guirlandas verdes para a casa. 


Como decorações

* Pendure na árvore cordões de pipoca .

* Decore com pinhas e glitter como símbolos das fadas e coloque-os na árvore de Yule.

* Use fita vermelha para pendurar .

* Sininhos na árvore de Yule para chamar os espíritos e fadas.

* A Runa das Bruxas, ou Hagalaz, que tem seis raios.

* sol, lua, estrela, frutas.

* Pentagramas para proteção, Triskle, Trilunas, Chifres, espirais.

* Cordas com luzes elétricas em sua árvore para incentivar o retorno do sol.

* Use imagens da Deusa, dos Deuses, das fadas.

* Corações para o amor.

* Use ervas, como canela, para a prosperidade, bolas de cravos, etc.

Consagrando a Árvore 

Consagrar a árvore de Yule com água salgada, 

passando a fumaça de incenso (cedro ou canela) 

através dos ramos, e caminhando ao redor da árvore 

com uma vela acesa, diga: 


"Pelo fogo e pela água, ar e terra,

Eu consagro esta árvore do renascimento."


(Adaptação do texto original de Selena Fox)

domingo, 25 de novembro de 2012

Avalon



Avalon é, provavelmente, o mais famoso reino das fadas da literatura ocidental. 

É descrito como um lugar maravilhoso onde vivem diversas fadas entre elas destacando-se a figura impar de Morgana, a irmã do não menos lendário rei Arthur, Avalon parece ser uma ilha situada em qualquer lugar no meio do oceano e, assim, guarda profundas afinidades com a ilha de Ogigia ou com o reino da Circe, citados por Homero na Odisséia. 


Segundo algumas versões, Avalon possui uma espécie de bruma que a envolve, escondendo-a dos olhos humanos. Há, porém, outras versões as que dizem ser Avalon uma ilha extremamente clara (Avalon a branca) mas que não se revela facilmente aos olhos profanos. 

Avalon é muitas vezes confundida com a ilha de vidro ou de ar. A referência a esses elementos, vidro, ar, etc., dizem respeito à necessidade de proteger esses lugares dos não iniciados. Há inclusive a ideia de que lugares como esses são cercados por muralhas de fogo o que evita a aproximação daqueles que não são qualificados para entrar em contacto com todos os centros de energia. 


O nome Avalon, entretanto, pode ser explicado a partir do cimérico afal, palavra que significa maçã, assim, Avalon significaria ilha das maçãs. 

Essa versão lembra, na mitologia grega, a ilha das Hespérides (ilha para além do oceano) onde havia um jardim no qual estava plantada uma árvore cujos pomos eram de ouro. A conquista desses pomos consistiu-se em um dos trabalhos do famoso herói grego Hércules.

Conforme outra versão, a ilha de Avalon (ilha branca) nada mais seria do que a ilha de Apolo, deus que, na língua dos celtas, é chamado de ablum ou belen. 

Deste ponto de vista, Avalon seria uma espécie de terra solar ou reino de Apolo hiperbóreo. 


Numa coisa, contudo, todas as tradições parecem concordar: Avalon é uma terra paradisíaca. Lá não há frios excessivos nem seca prolongada, reina sempre uma eterna primavera. Nessa ilha não se envelhece, não se adoece, não se morre. Todas as plantas crescem naturalmente sem a necessidade de se trabalhar a terra e as árvores exibem frutos maduros e saborosos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O SAGRADO NUMERO 3


As Bruxas e Bruxos, acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue, o que se faz retorna 3 vezes para o emissor.


A Lei Tríplice, muito mais do que uma "lei" é uma filosofia de vida, a qual as bruxas e bruxos seguem e repeitam.
Lei Tríplice ou Lei de Três é uma lei de reflexo, retribuição dos nossos atos, que se aplica a qualquer ação, seja ela boa ou má. Cada energia enviada regressa triplicada a quem a enviou, nesta encarnação e com mais poder. 


Todas as culturas têm um número que é acreditado ser sagrado. Para os celtas esse número era o três e todos os múltiplos de três, desde as faces da Deusa Tríplice ao número de instrumentos mágicos usados pelos druidas. 


É o número das Tríades Sagradas e representa o corpo, mente e espírito.


1-2-3 foram os primeiros números que o homem compreendeu,a formação de um triângulo pai-mãe- filho. 

O Triskle é um símbolo que possui 3 pontas de forma parecerem girar em direções circulares. 


É um símbolo Celta que está intimamente ligado as formas de manifestação da Deusa. 

São estas as faces da Deusa: Donzela, Mãe e Anciã. 

Este símbolo tido como mágico pelo povo Celta traduz estas 3 qualidades peculiares da forma feminina: A intuição, a ternura e a beleza. 

Assim como Corpo-Mente-Alma, as fases principais da Lua: Crescente , Cheia e Minguante.


Lembrando também que este símbolo é um elemento geométrico, possuidor de 3 esferas representando o princípio feminino que há em cada ser humano seja ele homem ou mulher. 

O interessante é que eles consideram os múltiplos de 3 com a mesma importância que o 3, o mais importante múltiplo de três era o nove a manifestação natural do três vezes o três. Nove não era apenas a o múltiplo natural de três, mas era também o número que podia voltar magicamente a si mesmo, e assim ele passou a ser um símbolo do poder criativo e energia.

O triskle (triskele, triskelion ou tryfot).
Sua forma tem a ver com o fluxo das estações e, por consequência, representa a própria Deusa Tríplice (Donzela, Mãe e Anciã), bem como as 3 fases da lua (crescente, cheia e minguante) e Os 3 Reinos Celtas. 

Sendo o número três, sagrado para os celtas, ele nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham todo o mundo – e por sua vez formavam os Três Reinos Celtas, que eram vistos da seguinte forma: 


- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais. 


Não sei se para todas as religiões o numero 3 tem o mesmo significado, mas para a Religião Antiga o significado é grandioso. 


A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.
Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.


Entrar em contato com as faces da deusa significa saber o que esse período pode nos trazer de positivo, e o que aprendemos e poderemos aprender com eles.




sábado, 22 de setembro de 2012

Ostara - Equinócio da Primavera


      
          Primeiro dia da primavera (Equinócio da Primavera).
Em 2012, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 22 de Setembro às 11:48 (Horário de Brasília).

Pela primeira vez no ano o dia e a noite se fazem iguais. É portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros se vão, e a TERRA está pronta para ser plantada. É quando os Deus e Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho. 

Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, A Donzela revigorada e cheia de alegria. O Deus é devidamente armado para sair em sua viagem no mundo das trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar. 

Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitados com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas, pois podem provocar problemas se ingeridas. 

Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade. 

Os pedidos devem ser voltados à "fertilidade" em todas as áreas.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Sociedade Celta







O crepúsculo é a hora da imaterialidade. É ao cair do sol que as sombras se tornam traços alongados sobre o chão. É ao levantar da lua que as formas se difundem, se confundem, em um jogo de cores e matizes, em uma dança meio que desordenada de ícones e símbolos. O crepúsculo é o momento do diáfano, do irreal, do etéreo, do não palpável. É a morte do dia, o nascimento da noite, mas já não é mais dia, e ainda não é noite.

Enfim, o crepúsculo é o reino do vir a ser, um castelo construído com as pedras da virtualidade. A Idade Média é uma zona de crepúsculo. Um tempo em que as fronteiras, tanto geográficas como psicológicas, ainda estão longe de estarem definidas. São séculos que tem a palavra incerteza encrustada nos portais de suas cidades muradas, escrita com letras de fogo por sobre os portais das igrejas e no coração de seus habitantes. E levar essa palavra - incerteza - em consideração é uma condição básica para que ousemos nos aproximar da dita Idade das Trevas.

Esse caráter fragmentário tornar-se-ia explícito em quase todas as instâncias do cotidiano medieval. O próprio país não passava de uma justaposição de feudos, células independentes que, por motivos circunstanciais formavam uma unidade maior.

A guerra também era uma atividade fragmentária, com a Cavalaria valorizando a unidade, a individualidade, um pensamento completamente contrário ao de Roma com suas Legiões, grandes exércitos atacando o inimigo em blocos maciços. 

Entretanto, talvez seja no campo das artes que essa cultura do fragmento tenha sua expressão mais marcada. E encontraremos nos textos em prosa desta época, principalmente nas novelas de cavalaria, reflexos claríssimos desse embate entre culturas, uma vez que elementos essencialmente pagãos, provenientes das culturas celta e germânica, que foram passando de geração em geração; e de árabes e turcos, em virtude da invasão e permanência desses povos infiéis em território europeu durante várias décadas, aparecem nesses textos andando lado a lado com os sacramentos da Igreja Romana, com os santos do catolicismo, com a figura do próprio Cristo

Arthur e a Sociedade Celta


As civilizações tendem a escolher seus heróis. E o nome desses heróis, mesmo que ficcionais, fica de tal modo enraizado na história dessas civilizações ao ponto de, a partir de determinado momento, começarem a ser tratados como figuras históricas reais.

A Grécia tem seu inesquecível Odisseu, aquele que após a guerra de Tróia enfrentou a morte mil vezes para retornar ao seu lar; Roma tem Enéias, sobrevivente de Tróia que fundou, sob a proteção dos deuses aquele que viria a ser um dos maiores impérios do Ocidente. A Idade Média não é diferente.

Muitos foram os heróis nascidos sob o signo da civilização medieval e muitos os seus feitos grandiosos. Porém, a palavra grandiosidade não se aplica de maneira tão plena a nenhum deles como se aplica a Arthur e seus cavaleiros. Tem-se notícia de um Arthur histórico. Ele teria sido o líder de uma das inúmeras tribos celtas, que defenderam o território inglês contra as invasões dos saxões. 

Entretanto foi o imaginário popular, por motivos não facilmente explicáveis e que não vêm ao caso agora, que o transformou em grande Rei da Inglaterra, aquele que teria unificado todas as tribos que compunham o mosaico inglês em um grande exército que marchou contra os invasores. E o folclore - derivado de folk, da palavra inglesa para povo - vai além, quando lhe atribui uma origem cercada por mistério e feitiçaria, uma espada dotada de poderes mágicos e até mesmo uma morte não definitiva.



Aos poucos, outros personagens que, originalmente não estavam ligados a Arthur e seus cavaleiros foram sendo incorporados à sua côrte, como Tristão de Lionês, Isolda da Irlanda e Marcus da Cornualha.

A lenda de Tristão é de origem celtica, mas sua gênese é incerta e nebulosa, como, aliás, a da maioria dos textos medievais. Entretanto, existem elementos que atestam a ligação entre o texto e os antigos cultos ao Sol daquelas tribos, bem como determinados traços filológicos relativos aos nomes das personagens e a fragmentos de manuscritos mais antigos. Dessa forma, mais por influências externas, uma vez que os escritores dessa época geralmente concebiam seus textos sob encomenda da nobreza, o destino de vários heróis independentes em suas raízes acabou sendo ligado ao de Arthur.

Mas o que realmente importa para o decorrer desta breve análise é a origem celta, e, portanto, pagã desses dois grupos de personagens. Uma vez concebidas por uma cultura completamente diferente da cristã, vigente na Europa durante o período em que foram prosificadas, é natural que essas narrativas apresentem traços bem marcados das crenças, costumes e ideais daquelas sociedades. E, no caso das tribos celtas, estes traços são mais acentuados pelo fato de se tratarem de sociedades matriarcais em que era adotada uma religião de cunho também matriarcal. Outro ponto importante a respeito dessa religião é o fato do sexo ser encarado pelos celtas como uma celebração à vida, uma forma de homenagem à Deusa, à Grande Mãe, ou seja, uma concepção completamente oposta à da Igreja Católica.

Assim, seria inevitável que estas histórias trouxessem consigo toda essa carga ideológica diametralmente opostas a qualquer dos preceitos cristãos. Criou-se então um problema crucial: o que fazer com esse paganismo? Deixá-lo livre, detentor da virtualidade da corrupção da alma do povo, uma vez que essas idéias pagãs eram muito mais atraentes do que o eterno mea culpa do cristianismo? Ou destruí-lo por completo, como seria feito com as chamadas heresias, talvez a maior e mais famosa, a Heresia Albigense? 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

DEUSA HÉCATE


Hécate é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. 
Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo.

Hécate está associada a cura, profecias, visões, magia, Lua Nova, magia negra, magia branca, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas.

A Deusa Hécate, segundo algumas versões, recebeu o título de "Rainha dos Fantasmas" "Padroeira das Bruxas" ou "Deusa das Feiticeiras". Para protegerem-se, os gregos colocavam estátuas da Deusa na entrada das cidartas das casas.

Hécate é também um vaso-útero, que recebe os processos passados no interior da psique. Ela é o vaso alquímico que permite a transformação e transmutação dos elementos materiais em espirituais. 

Hécate habita as grutas e cavernas. E para sermos fertilizados pela semente da criação espiritual e do renascimento psíquico temos de visitar a sua morada, fazer a entrada no reino dessa deusa. Ela é a Caverna-Mãe onde se dão os processos espirituais.


Muitos mistérios e ritos de iniciação se passavam no interior das grutas e cavernas.
Hécate é a regente dos processos misteriosos da vida e da morte, das passagens difíceis da vida, da entrada nos caminhos árduos da transformação.

A Deusa nos diz que as mudanças servem para determinar o nosso comportamento e que devemos ter cuidado com os caminhos falsos ou atalhos inadequados. O caminho, por vezes, pode não ter muita importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.

Hécate estava por perto quando Perséfone foi raptada por Hades, mas não interferiu, porque ela sabia que as passagens são necessárias, às vezes não importam os caminhos. Mas é Hécate que ensina e ajuda a Deméter a achar o caminho para recuperar a filha Perséfone.

A entrada no mundo inferior é necessária para o contato com as fontes internas da fertilidade, mas é preciso saber o caminho de volta para poder tornar consciente toda a possibilidade criativa. Enquanto houver o mergulho no mundo inferior, a consciência pode adormecer e descansar, e novamente será renovada e frutificará com a volta.

Oração à Hécate:
“Ó Poderosa Hécate,
Faça com que o círculo nunca seja quebrado,
Faça com que a terra esteja sempre firme,
Faça com que o vento seja sempre constante,
Faça com que o mar esteja sempre agitado,
Faça com que o fogo nunca se apague,
e sua luz mostre o caminho.
Hécate!
Faça-se sempre viva em minha alma.”


Esta é uma das orações poderosa das Bruxas, aonde seus pedidos à Deusa Hécate, geralmente são de proteção para suas magias e para ativar a energia dos seus poderes.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Samhain - A Morte do Deus


31 de outubro no hemisfério Norte 
1º de maio no hemisfério Sul

Samhain (pronuncia-se Sou-ein), festejado em 31 de outubro no hemisfério Norte e em 1º de maio no hemisfério Sul, é o Ano-Novo dos Bruxos. Esse dia sagrado é conhecido por inúmeros nomes. Para muitos, talvez, o mais conhecido seja Halloween. Para nós, Bruxos, é a festa na qual honramos nossos ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão.

Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também o momento tradicional para celebrar a última das colheitas e se preparar para o Verão.

O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.


Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. 

Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.

Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. 

Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividida o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.


É o dia ideal para honrar os mortos, pois nele os véus que separam os mundos estão mais finos. Aqueles que morreram no ano passado e aqueles que estão reencarnando passam através dos véus e portais nesse dia. Os Portões das Sidhe estão abertos e nem humanos nem fadas precisam de senhas para entrar e sair.

Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.

Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).

Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. 

Toda a família, ou grupo, se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos. 

É tradicional também deixar um lugar à mesa para os ancestrais e lhes servir pratos como se eles estivessem presentes à ceia.


Para aqueles que não têm família para festejar e celebrar seus ancestrais, alimentos geralmente são deixados do lado de fora de casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.

É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.

De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).

Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.


Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.

Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.

Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.




Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O'Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. 

Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. 

As sombras provocadas pela face esculpida na abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.

O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating, nas noites de Halloween, é de origem céltica. 

Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelo seus habitantes. 

O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.

O Deus neste período é identificado com os animais que eram sacrificados para continuidade da vida.

Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.


Correspondência de Samhain

Cores: preto e laranja

Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve.

Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras.

Ervas: nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.

Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.

Atividades:

Tomar resoluções para serem colocadas em prática no próximo ano que se inicia. 
Queima de pedidos. 
Confeccionar um Jack O'Lantern. 
Fazer oferendas de maçãs e pães no jardim dos ancestrais. 
Adivinhação através do Tarô, das Runas, da bola de cristal, da vidência em espelho negro e caldeirões com água. 
Fazer máscaras que expressem a sua sombra. 
Confeccionar vassouras. 
Confeccionar um Bastão Mágico. 
Confeccionar uma Witch's Cord (Corda de Bruxa) para proteção durante o decorrer do ano. 
Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte no ano que se inicia. 
Erigir um Altar com a foto de seus ancestrais amados e colocar oferendas sobre ele, demonstrando seu agradecimento e reconhecimento pelos feitos deles na Terra. 
Comidas e Bebidas Sagradas: maçã, romã, nozes, cidra, vinho quente, abóbora, chá de ervas, batata.


Queima de Pedidos

A Queima de pedidos é um dos rituais tradicionais de Samhain. Nele banimos tudo o que tivemos de negativo e pedimos o que queremos atrair de positivo para o ano mágico que se inicia.

Para isso você vai precisar de:

Dois pedaços de papel em branco; 
Um lápis; 
Álcool de cereais; 
Folhas de louro;

Seu Caldeirão.

Num dos papéis escreva tudo aquilo que você quer afastar de sua vida: obstáculos, doenças, pessoas indesejadas, dificuldades, etc.

No outro escreva tudo aquilo que você quer atrair para a sua vida: saúde, prosperidade, amor, sucesso, etc.

Seja bem específico em seus pedidos e não se esqueça de no final assinar e colocar a seguinte frase: Que tudo isso seja correto e para o bem de todos.

Coloque um pouco de álcool no seu Caldeirão, acenda-o e jogue o primeiro papel, aquele que contém as coisas que você quer afastar, no fogo. Enquanto o papel queima, mentalize o mal sendo afastado. Peça à Deusa e ao Deus que todas as forças negativas sejam anuladas e que o mal seja banido.

Espere o fogo acabar, então coloque um pouco mais de álcool no Caldeirão, tomando o devido cuidado, pois o álcool quando colocado em um recipiente quente evapora e pode entrar em combustão espontaneamente. 

Jogue então o segundo papel, aquele que contém as coisas que você quer atrair para a sua vida, no fogo. Coloque as folhas de louro nas chamas, sempre mentalizando as boas coisas que você quer atrair para a sua vida. 

Quando o fogo acabar, concentre-se na fumaça, provocada pelas folhas, subindo os céus, e peça que seus pedidos se elevem ao mundo dos Deuses. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ritual para apresentar seu nome



Monte seu altar. Se o seu nome tiver um símbolo que o represente, coloque-o no altar. Por exemplo, se seu nome for aguia selvagem, você pode colocar no altar uma pena para simbolizar seu nome.

No mesmo altar, deixe a mão papel (pergaminho de preferencia), uma caneta e um espelho. Deixe à mão, também, velas, incenso, água mineral e sal marinho, e se preferir, um instrumento musical que tenha preferencia, ou um cd com a música que desejar. (não vale heavy metal ou Britney Spears...rs) 

Abra seu círculo, chame os quadrantes convide as Deidades e diga o seguinte:

Eu ........... (diga o antigo nome) uso este nome pela última vez. Eu cresci, eu mudei. 

Eu evolui para a pessoa que se apresenta perante vocês neste momento. Já não sou mais ................ e já não tenho mais laços com este antigo nome que morreu na hora em que eu renasci. 

Vá até o altar e escreva seu novo nome no papel. Passe o papel pela fumaça do incenso dizendo:

Que.......................... (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes do AR. Que o Ar me dê a força do intelecto, a claridade da visão a pureza do amanhecer no primeiro instante em que eu tiver da nova vida. 

Segure o papel sobre a vela (cuidado para não pegar fogo) 

Que.......................... (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes do Fogo. Que o Fogo me dê determinação, força e a energia existente em suas faíscas, durante toda a minha nova vida.. 

Borrife sobre o papel a água e diga:

Que.......................... (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes do Água. Que a água me dê a suave intuição, a profunda compreensão e a consciência dos mais profundos mistérios durante toda esta nova vida que nasce.

Enterre o papel no sal marinho dizendo:

Que.......................... (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes da Terra. Que a Terra me dê força e solidez, que me conecte com as energias da Mãe. Que me presenteie com uma consciência nova livre do temor das noites escuras. 

No caldeirão, queime o papel dizendo em voz bem firme:

Eu sou ............... (nome novo)! Ar, Fogo, Água e Terra confirmo meu nome com orgulho. Eu sou .............! Eu sou ....................! Eu sou ...................! 

Dirija-se para cada ponto cardeal e diga: 

Norte Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora! 

Sul, eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora! 

Leste, Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora! 

Oeste, eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora! 

Fique diante do altar e invoque pela Deusa e invoque o Deus 

Amada Deusa (repetir para o Deus), peço que abençoe, a nova criança que se apresenta diante de vós. Que abençoe meus passos daqui por diante, pois, a partir de agora sou seu filho. Que só terá boca para pronunciar seu Nome. Só terá olhos para ver o brilho de vós. Me abençoe Mãe. Me abençoe Pai.A partir deste momento eu sou .................! 

Feito isto, perca um tempo meditando no que acabou de fazer. Escute sua música, se olhe no espelho e repita seu nome. Encerre o ritual de modo habitual.

sábado, 7 de abril de 2012

A Deusa Eostre é a Deusa honrada em Ostara.



Eostre era a Grande Deusa Mãe saxónica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e do Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.

A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros, grega, e a Deusa Aurora, romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.

Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudá-lo, transformou-o numa lebre mas a transformação não não ocorreu por completo e o animal permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo a sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, partilhar a sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume que ainda hoje em dia se tem.

Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas,um dos ovos deveria ser sempre enterrado, como presente para a Mãe Terra.

A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,*Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.

Mais uma vez, tal como com o Yule (Natal), a Páscoa como festevidade cristã teve origem numa festividade pagã. A adaptação que os cristão tiveram que fazer para evitar as celebrações puramente pagãs, acabam por se reflectir numa tradução dos costumes pagãos para os cristãos.

Texto parcialmente pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto e Sofia Teixeira (Morrighan), sendo completamente adaptado por Sofia Teixeira.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os Druídas


"QUANDO ESTUDAMOS SOBRE OS DRUÍDAS, TEMOS DE ESQUECER NOSSA RAZÃO E EMBARCAR NUM MUNDO DIFERENTE, MÁGICO, FANTÁSTICO, DE UM POVO INCRÍVEL E MISTERIOSO”.


Quem eram os druidas? – O que melhor se pode dizer é que os druidas foram membros de uma elevada estirpe de Celtas que ocupavam o lugar de juizes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrónomos, etc., mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico dentro do mundo Celta. Eram grandes conhecedores da ciência dos cristais, radiestesia, plantas, etc.

As mulheres célticas gozavam de mais liberdades e direitos do que as de outras culturas contemporâneas, incluindo-se, até mesmo, o direito de participarem de batalhas, e de solicitarem divórcio. Neste contexto havia mulheres druidas. Na cultura druídica, portanto, a mulher tinha um papel preponderante, pois era visa como a imagem da Deusa.

No contexto religioso os druidas eram sacerdotes e sacerdotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade, a Deusa Mãe.
Embora cultuassem a Deusa Mãe mesmo assim admitiam que todos os aspectos expressos a respeito da Divindade eram ainda percepções imperfeitas do Divino. Assim, todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram do que aspectos de um só Ser Supremo - qualquer que fosse a sua denominação visto sob a óptica humana.


A palavra druida é de origem céltica, e segundo o historiador romano Plínio - o velho, ela está relacionada com o carvalho, que na realidade era uma árvore sagrada para eles.

Desde que o povo celta não usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, após o domínio do cristianismo perdeu-se muito das informações históricas daquela maravilhosa civilização e especialmente das que a precederam deste o fim da Atlântida, excepto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica e a Ordem Druídica.



Por isto muito da história dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização. Sendo assim impõe-se a indagação: de onde vieram os Druidas? Seriam Deuses? Ou Bruxos? O pouco que popularmente é dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.
Os Druidas dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos.

O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida pelo nome de escrita rúnica. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo. 




Em torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados à Corte do Rei Arthur e a Távola Redonda. São inúmeros os contos, entre eles, aqueles relativos à Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irmã de Arthur, Morgana, que eram Druidas.



A religião druídica na realidade era uma expressão mais mística da religião céltica.
Esta era mais mágica, por isso mais popular, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial. A mais popular das expressões religiosas dos celtas constituiu-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos.

São frequentemente os festivais célticos. Para eles o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de cada um havia um grande festival.

Eram eles:

Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro e era associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protectora da mulher e do nascimento das crianças;

Beltane - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do fogo". Este festival, muito bonito, era marcado por milhares de fogueiras;

Lughnasadh - (também conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;

Samhain - a mais importante das quatro festas, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen.


Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a deusa mãe enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações.

Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os actos que livremente praticasse.


Toda a ação era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos. 


A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes… pura ironia!



A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protectores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida atualmente como lei do carma.

Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimónias.

Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.

Enquanto em alguns dos festivais célticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Merlin



Muitos têm a curiosidade de saber se o mago Merlin teria, de fato, existido, ou são apenas lendas que prosperaram até hoje. O fato é que esse ser místico atrai muitas especulações em torno de si, portanto já é surpreendente o personagem Merlin, seja ele real, ficção e, ainda, um alienígena.

Merlin (ou Merlim), era um mago, profeta, conselheiro, grão-druida. Teve sua primeira aparição no século X e, segundo a lenda, ele é filho de uma freira com um íncubo (demônio da Idade Média). Merlin herdou a beleza da mãe e a inteligência do pai.

Merlin, primeiramente, foi confundido com um louco chamado Myrddin, que se refugiou nas terras escocesas e lá fez muitas previsões para o futuro.


Existem outras lendas atribuídas a Merlin como a da construção de Stonehenge,o famoso círculo de pedra na Inglaterra. Já se especulou que Stonehenge foi construída por druidas e alienígenas, mas existem lendas que contam que as pedras foram transportadas do País de Gales via ar pelo mago Merlin no ano 300 a.C.

Os primeiros registros existentes onde consta Merlin são do começo do século 10, neles consta que Merlin era um mero profeta, mas o papel dele foi evoluindo gradualmente como mago, profeta e conselheiro, ativo em todas as fases da administração do reinado do Rei Arthur.

Tornou-se conhecido como Merlin, uma versão latinizada da palavra gaulesa, Myrddin. Merlin era o filho bastardo da Princesa Real de Dyfed. Porém, o Rei, pai da princesa, Meurig Maredydd Rhain, não é encontrado nas genealogias tradicionais deste reino e provavelmente era um sub-rei da região que limita Ceredigion.

O pai de Merlin, dizem os relatos, era um anjo que teria visitado a Princesa Real e tinha a deixado com a criança. Os inimigos de Merlin diziam que o pai dele era um incubus, um espírito mau que tem relacionamento com mulheres enquanto dorme.


As pessoas suspeitavam que a criança "diabólica" (Merlin) veio para ser um contra peso à boa influência que Jesus Cristo teve na terra. Merlin, felizmente, foi batizado cedo em vida - é contado que este evento negou o mal na natureza dele, mas os poderes do lado obscuro ficaram intactos nele.

A lenda nos conta que a retirada romana da Inglaterra e a usurpação do trono dos herdeiros legítimos, fez com que Vortigern fugisse da saxônia e fosse para Snowdonia, em Gales, na esperanças de construir uma fortaleza em uma montanha em Dinas Emrys onde ele poderia estar seguro. 


Infelizmente, a construção vivia desmoronando e os feiticeiros da casa de Vortigern lhe falaram que um sacrifício de uma criança órfã resolveria o problema. Uma dificuldade, pois aquelas tais crianças eram bastante difíceis de serem encontradas. Felizmente para a fortaleza de Vortigern, Merlin era conhecido por não ter nenhum pai humano e o disponibilizaram.

Antes que o sacrifício pudesse acontecer, Merlin usou os grandes poderes visionários dele e atribuiu o problema estrutural a uma piscina subterrânea na qual viveu um dragão vermelho e um dragão branco.
O significado disto, de acordo com Merlin, era que o dragão vermelho representava os Bretões, e o dragão branco, os Saxões.

Os dragões lutaram, e o dragão branco levou a melhor, no princípio, entretanto o dragão vermelho empurrou o branco para trás. O significado estava claro. Merlin profetizou que Vortigern seria morto, e o trono seria tomado por Ambrosius Aurelianus, depois Uther, depois o grande líder, Arthur. Caberia a ele empurrar os Saxões para trás.

De acordo com a profecia, Vortigern foi morto e Ambrosius tomou o trono. Depois, Merlin parece ter herdado o pequeno reino do avô dele, mas abandonou as terras dele em favor da vida mais misteriosa para a qual ele se tornou tão bem conhecido (a vida druídica).


Depois que 460 nobres britânicos foram massacrados na conferência de paz, como resultado do artifício saxônio, Ambrosius consultou Merlin sobre erguer um marco comemorativo a eles. Merlin, junto com Uther, levou uma expedição para a Irlanda para obter as pedras do Chorea Gigantum, o Anel do Gigante.



Merlin, pelo uso dos poderes extraordinários dele, devolveu as pedras para um local, um pouco a ocidente de Amesbury, e os reergueu ao redor da sepultura da massa dos nobres britânicos. Nós chamamos este lugar Stonehenge.
Após a sua morte, Ambrosius teve como sucessor o seu irmão, Uther, quem, durante a perseguição dele a Gorlois, acabou por conhecer a esposa dele, Igraine, e acabou fascinado pela beleza dela.
Uther voltou para as terras em Cornwall, onde foi pedir para Merlin ajuda-lo a possuir Igraine, e para Merlin ajudá-lo, Uther teve que fazer um trato com Merlin de que a criança que nascesse da união de Uther com Igraine fosse dada a ele que se tornaria seu tutor.
Uther aceitou e foi ajudado por Merlin que o transformou na imagem de Gorlois. Uther entrou no castelo de Gorlois e conseguiu enganar Igraine a pensar que ele era o marido dela, e a engravidou, concebendo ela uma criança, Arthur.

Gorlois, no entanto não sabendo no que iria acontecer, saiu para encontrar-se com Uther no combate, mas ao antes disso, foi morto pelas tropas de Uther, enquanto Uther se passava por Gorlois.


Depois do nascimento de Arthur, Merlin se tornou o tutor do jovem menino, enquanto ele crescia com o seu pai adotivo, Senhor Ector. No momento definindo da carreira de Arthur, Merlin organizou uma competição da espada-na-pedra (a espada era Caliburnius e não a Excalibur, Excalibur só veio depois, quando Arthur quebrou Caliburnius, através dela o rapaz se tornou rei. Depois, o mago conheceu a mística Dama do Lago na Fonte de Barenton (na Bretanha) e a persuadiu a presentear o Rei com a espada mágica, Excalibur.

Nos romances, Merlin foi o criador da Távola Redonda, sempre ajudando e dirigindo os eventos do rei e do reino Camelot. Ele é pintado por Geoffrey de Monmouth, ao término da vida de Arthur, acompanhando Arthur ferido para a Ilha de Avalon para a curar das feridas dele. Outros contam como tendo se apaixonado profundamente por Morgana, a meia irmã de Arthur, e ele concordou em lhe ensinar todos seus poderes místicos.
Ela ficou tão poderosa que as habilidades mágicas dela "excederam" às de Merlin. Determinou que não seria escravizada por ele, e prendeu-o em um calabouço, uma caverna semelhantemente a uma prisão. Assim a ausência dele na Batalha de Camlann era no final das contas responsável pela morte de Arthur.

É dito que a prisão e/ou o local onde ele está enterrado está em baixo do Montículo de Merlin na Faculdade de Marlborough em Marlborough (Wiltshire), a Drumelzier em Tweeddale (a Escócia), Bryn Myrddin (a Colina de Merlin) perto de Carmarthen (Gales), Le de Tombeau Merlin (a Tumba de Merlin) perto de Paimpont (Brittany) e Ynys Enlli (Ilha de Bardsey) fora a Península de Lleyn (Gales).



Esta é a Lenda de Merlin mais conhecida, tendo outras que diziam que ele era um louco que tinha o dom de prever as coisas que iriam acontecer e que vivia nas florestas como um selvagem. Sendo assim, Merlin é um dos seres mais enigmáticos das lendas e escritos, onde até hoje ninguém sabe se ele existiu mesmo, ou se é apenas uma Lenda.


O que se sabe são apenas fragmentos sobre ele, e histórias confusas, na qual não se consegue definir a sua identidade. Tendo momentos de total lucidez como um sábio (como o de aconselhar Arthur como reinar em perfeita harmonia e a de falar com os elementais), e outras como o de uma pessoa que se deixou ser enganado pelo sentimento, abandonando a razão (como o fato de ter se apaixonado por Morgana e ensinado a ela a sua arte).
Isto faz com que ele seja tão enigmático e carismático ao mesmo tempo. Até hoje, quando se fala logo em mago, lembra-se do nome Merlin.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SÍMBOLOS RÚNICOS

Símbolos mágicos de origem nórdica, as runas e os talismãs rúnicos eram usados pelos povos pagãos da antiga Escandinávia, para atrair virtudes, boa sorte, cura e proteção. Eram feitos de couro, osso, sementes, metais ou madeira.

Os símbolos possuem uma força ancestral muito grande, basta apenas acreditarmos, pois somos nós os responsáveis pela magia acontecer. Eis alguns deles:



                                                        

Figura 1
A cruz simboliza a proteção e o tridente representa os três níveis da manifestação universal: corpo, mente e espírito; o passado, o presente e o futuro. A missão desse talismã é afastar todos os tipos de energias negativas, proteger contra assaltos, defender o usuário de ataques psíquicos, como a ira e a inveja. (Figura 1)



                                                       

Figura 2
O círculo simboliza a criação, o movimento, a proteção, a unidade e o dinamismo psíquico. O semicírculo convexo, o receptivo. A missão desse talismã é ajudar quem o usa a realizar seus desejos. (Figura 2)



                                                          

Figura 3
Esse talismã promove a sintonia com os Deuses, ajudando-nos nas vitórias. (Figura 3)



                                                        


Figura 4
A cruz e o tridente representam o homem em pé, de braços abertos, em perfeito equilíbrio. A missão desse talismã é proteger o usuário de energias nocivas enviadas pelos inimigos ocultos. (Figura 4)


                                                       

Figura 5
Símbolo de Odin. Conta que os vikings colocavam esse talismã debaixo do travesseiro para ajudar na realização dos sonhos. Símbolo composto por nove círculos que formam a figura do sol, representando seu brilho e força; e da roda, que representa o movimento e a ação. (Figura 5)


                                                        

Figura 6
Esse símbolo era usado para ajudar os projetos a prosperarem, pois a âncora rúnica representa o apoio, o amparo, a segurança e a esperança. (Figura 6)



                                                       

Figura 7
Os vikings usavam esse talismã para curar enfermidades do corpo e do espírito. Tem como símbolo uma cruz estilizada com traços voltados para cima e para baixo em equilíbrio, representando o plano físico e o espiritual. (Figura 7)


                                                         

Figura 8
A missão desse talismã é trazer equilíbrio e combater a depressão. (Figura 8)



                                                           

Figura 9
Esse símbolo era usado para atrair prosperidade e propiciar bom desenvolvimento e abertura nos negócios, em todos os sentidos. (Figura 9)



                                                        

Figura 10

Esse talismã promove a concentração. (Figura 10)
Confeccione os talismãs rúnicos, consagre-os e utilize conforme a sua necessidade. Os símbolos podem ser gravados em argila, madeira ou metal. Se preferir, faça num papel branco, mas depois de um tempo há necessidade de renová-lo.